sábado, 11 de dezembro de 2010

Imagens que falam por si mesmas: Educação a distância retratada em imagens

Por Gideone César e Flávia
As imagens geralmente falam por si só. Pensar em uma que possa sintetizar o que de fato é a Educação à distância requer um olhar apurado para que se possa de fato, fazer com que esta retrate o que é essa nova modalidade de ensino em crescimento intenso.

Dizer que a imagem acima retrata o que é a Educação à distância é correr o risco de trazer uma visão unilateral quanto a esse modo de aprender e ensinar.

Pensar apenas na concepção do diploma como consequencia maior do Ensino a distância é um erro, à medida que você atribui a essa modalidade de ensino o simples objetivo de obter uma titulação de forma diferente e para alguns, aparentemente mais simples. Não se pode objetivar apenas diploma, mas conhecimento construído, acesso à informação. Isso deve ser regra no curso presencial também: O desejo de se aprender independente da modalidade de ensino a qual você está vinculado

A EAD antes de qualquer coisa é um forma de construir conhecimento, compartilhar idéias e de fato trazer uma formação relevante para a vida do aluno para além de aspectos profissionais.

A imagem acima consegue captar o que é o espaço virtual de aprendizagem. Não retrata a idéia, mas o processo que culmina no objetivo maior do que educação a distância propõe: Um meio de se construir o conhecimento. Na leitura dessa imagem, observamos a simbologia que esta traz consigo quando a possibilidade de interação que existe na EAD. Talvez esta imagem peque ao colocar o professor em um espaço sobreposto ao do aluno. Em uma leitura crítica a que se pensar em como o ensino precisa ser horizontal, tendo em vista a necessidade de autonomia que a EAD evoca no aluno, fazendo com que este impreterivelmente seja "senhor" da construção do seu conhecimento.

Acesso ao conhecimento, às informações, a um espaço de fomento, troca, indagações, soluções, construção.
A melhor maneira de sintetizar a Educação a distância é deste modo: Acesso ao mundo, a novos conhecimentos, a novos olhares, formando assim novos profissionais e pessoas preparadas para lidar com um mundo que muda a todo o tempo.

Essa imagem retrata bem isso. As possibilidades que a modalidade de ensino a distância oferece ao aluno quanto à ampliação e construção de novos conhecimentos.




segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

POSICIONAMENTOS POLÍTICOS A RESPEITO DA EAD

POR QUE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA?

Segundo Tamara Benakouche, os principais motivos da atual expansão da EAD, não só no país, mas em todo mundo, são basicamente três:

1. O aumento da demanda por formação ou qualificação;

2. A multiplicação de meios técnicos capazes de garantir materialmente a efetivação desse tipo de educação;

3. A emergência de uma cultura que já não vê com muito estranhamento o estabelecimento de situações de interação envolvendo pessoas situadas em contextos locais distintos.

Devido a mudanças na organização produtiva - definidas, sobretudo pelo aumento da competitividade do mercado e por novas exigências em termos de qualidade por parte dos consumidores - as empresas estão buscando uma força de trabalho cada vez mais qualificada, o que está provocando uma verdadeira corrida para a realização de cursos nos mais diversos níveis, com o intuito de grantir a seus participantes uma nova capacitação ou uma formação mais atualizada e/ou mais consistente.

As pessoas que por alguma razão não estão encontrando respostas para suas demandas no ensino tradicional - seja pela ausência de cursos nos locais onde vivem, seja pela falta de tempo para uma dedicação integral a uma formação - estão-se apresentando como os candidatos preferenciais para uma experiência à distância. Difunde-se cada vez mais a idéia de que a educação não é um processo que se possa dar em algum momento por concluído, mas ao contrário, que ocorre ao longo de toda a vida.

Por outro lado, como explica Julia Malanche em seu artigo “Políticas de educação a distância: democratização ou canto da sereia?” na Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.26, p.209 –216, jun. 2007, o interesse na democratização do acesso à educação, além de criar uma ilusão de que todos, por meio dela, podem melhorar suas vidas, carrega outra intenção: a de formar mão-de-obra especializada para a nova fase de acumulação do capital que exige trabalhadores capacitados tecnicamente, criativos, eficientes e adaptáveis.

A autora esclarece também que, as políticas de EAD, colocadas em prática de forma mais incisiva na formação docente, têm como intenção a desintelectualização docente. Para ela, a formação docente a distância é, na verdade, mais uma das estratégias que, desde os anos de 1990, são postas em prática para despolitizar e controlar o professor. Portanto, além de baratear a formação do professor, na qual são contratados tutores presenciais e virtuais para operacionalizar o programa, investe-se em menos funcionários, menos espaço físico, menos tempo presencial e, também é possível modelar um novo perfil de professor, competente tecnicamente e inofensivo politicamente.

Conclui que nesse contexto, a educação passa a ser vista como um instrumento para o desenvolvimento econômico, para o ajustamento dos indivíduos ao chamado mercado de trabalho, deixando-se em segundo plano a questão da educação como instrumento de emancipação humana, de participação, de interferências nas questões políticas, de expressão de pontos de vista sobre o modo de condução da coisa pública.


REFERÊNCIAS

MALANCHE, Julia. Políticas de educação a distância: democratização ou canto da sereia? Disponível em: http://www.gepeto.ced.ufsc.br/arquivos/artjulia.pdf. Acesso em 05/12/2010.

BENAKOUCHE, Tamara. Educação a distância (ead): uma solução ou um problema? GT 02 – EDUCAÇÃO E SOCIEDADE. 3a. Sessão: O sistema de ensino superior e as transformações recentes.Universidade Federal de Santa Catarina. Petrópolis, RJ. 2000.


Andréa Lana e Morgana Vasconcelos


Design Instrucional

Tema: Design Instrucional
Dupla: Patrícia Rêda e Patrícia Roberta


Design instrucional ou projeto instrucional é o conjunto de métodos, técnicas e recursos utilizados em processos de ensino-aprendizagem a distância, que vão da concepção de cursos à construção de materiais didáticos como impressos, vídeos, softwares, etc, exigindo do profissional conhecimentos em diferentes mídias.

Segundo Andrea Filatro, doutoranda da Faculdade de Educação (USP), no seu livro "Design Instrucional Contextualizado", a autora define design instrucional como "a ação institucional e sistemática de ensino, que envolve o planejamento, o desenvolvimento e a utilização de métodos, técnicas, atividades, materiais, eventos e produtos educacionais em situações didáticas específicas, a fim de facilitar a aprendizagem humana a partir dos princípios de aprendizagem e instrução conhecidos".

O designer instrucional é o campo de estudo que trata do ensino-aprendizagem em qualquer contexto, desde o ensino clássico até tendências contemporâneas quanto ao uso de tecnologia, passando pelo treinamento individual, aplicado a empresas ou ainda militar. Ele atua também na concepção, planejamento, desenvolvimento de cursos a serem oferecidos a distância. Por esta razão este profissional precisa de uma formação especializada, além dos conhecimentos pedagógicos.

Diferentes teorias de ensino-aprendizagem dão margem a diferentes abordagens em sala de aula e, por conseguinte, devem moldar o material didático utilizado. Considerações de fundo cognitivo e psicológico podem sugerir adaptações específicas na comunicação entre instrutor e aluno. Características sócio-culturais e disponibilidade de recursos também afetam o trabalho.

O profissional que trabalha como Design Instrucional, atua no desenvolvimento de projetos de cursos oferecidos via Internet, em organizações públicas, privadas e de terceiro setor, de todos os níveis e formatos de ensino. O designer instrucional atua na concepção, planejamento, desenvolvimento e validação de cursos diferenciados a serem oferecidos via internet. Para isso, tem de ser capaz de selecionar, organizar e produzir atividades, materiais e produtos educacionais de acordo com as situações específicas de cada oferta educacional on-line, a fim de promover a melhor qualidade no processo de aprendizagem dos alunos.

"O designer instrucional não é um artista gráfico mas um integrador de uma equipe multidisciplinar, ele precisa ter uma clara visão do e-learning como sistema complexo e uma grande capacidade de coordenação", afirma Marcos Telles, coordenador do programa de pesquisa ABED/FeNADVB de e-learning na empresa.

"Existe uma relação entre o design tradicional de material educacional e o design para a educação a distância, ela está no fato de que ambos devem ter o propósito de instigar o aluno a buscar novos conhecimentos", afirma Luciano Pelissoli, autor de projeto de m-learning (educação a distância com celulares) apresentado no Congresso ABED 2004.

Interdisciplinaridade
Compreender o conceito de design instrucional é bem diferente de identificar os limites da atividade. Emprestando noções outros campos do saber ligados à educação, o design instrucional é um exemplo perfeito de interdisciplinaridade. Isso faz com que as leis e regras tão comuns para áreas como o webdesign percam parte do sentido em design instrucional.

"Não acredito em diretrizes básicas para o design instrucional, a não ser que seja correspondente a um modelo de didática, o mais utilizado é a contextualização de processos. As regras de Jakob Nielsen, que erroneamente referidas como leis de design servem para uma pequeníssima parte da usabilidade e não têm nada a ver com design instrucional como um todo", afirma Paula de Wall, professora da Universidade de Pádua e pesquisadora brasileira.

Para Paula, os limites do design instrucional "vão muito além das regras de usabilidade ou até das leis de acessibilidade, que são apenas alguns dos aspectos que devem ser levados em conta". A pesquisadora define, em linhas gerais, usabilidade como "o uso otimizado do instrumento de aprendizagem" e acessibilidade, as medidas para adaptar o projeto para utilização por grupos com deficiência auditiva ou visual.

A professora da Universidade de Pádua é adepta da interdisciplinaridade no design instrucional. Ela concorda com diversos especialistas que lembram também da necessidade de se dar a valorização correta a cada área do processo envolvida no design instrucional. Uma das escolhas mais complicada a se fazer é a utilização e o momento da adoção de tecnologia.

Análise
Sendo design instrucional um campo de estudo que trata do ensino-aprendizagem, pensamos que cada instituição de ensino, pública, privada, presencial ou à distância, possui um tipo de design instrucional, ou seja, cada instituição possui seu método, suas técnicas, sua metodologia, sua didática adequada para aquele público que ela atende ou tem como intenção atender.

Concluímos assim que o design instrucional é a “peça chave” de toda educação, principalmente da EAD- educação à distância, pois o público alvo é totalmente diferente do público de um curso presencial, e também por não conhecer a fundo os educandos de EAD, o profissional que trabalha com design instrucional deve criar uma plataforma adequada a cada curso, a cada público e a cada instituição.

Referências:
http://www.universia.com.br/ead/materia.jsp?materia=5054
http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_instrucional
http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?newsID=DYNAMIC,oracle.br.dataservers.CourseDataServer,selectCourse&course=6549&template=1282.dwt&unit=NONE&testeira=724


Para enriquecer o nosso blog, achamos este vídeo pode contribuir para a nossa formação, devemos buscar sempre o melhor para os nossos alunos e estarmos sempre em constante aprendizagem.

http://www.youtube.com/watch?v=bxK9KtF4Dvk

Patrícia Rêda e Patrícia Roberta

CAMILA E SOLANGE

Pontos Positivos da EAD

· Propicia o alcance de um número muito maior de pessoas, pois a educação passa a dispor de recursos didático-pedagógicos como os programas de rádio e TV, ensino por correspondência, softwares educativos, etc.

· Compreende o ritmo de aprendizagem de cada aluno, onde o educando receber estímulos que incentivam a aprendizagem autônoma.

· Reconhece a capacidade do próprio aluno e possibilita que o aluno construa seu conhecimento, sendo autônomo, ator e autor de suas práticas e reflexões no processo educativo.

· Permite a formação de professores para materializar os conhecimentos gerais de seu exercício enquanto docente, possibilitando que haja uma compreensão teórica da sua prática pedagógica.

· Inclusão de pessoas com necessidades especiais (deficiência física ou mental) para terem acesso tanto à educação formal ou informal.

· Democratização do acesso ao ensino, disponibilidade para pessoas que moram afastadas ou que por algum motivo não podem se deslocar para os locais das instituições de Ensino.

· Maior flexibilidade de horários para os alunos acessarem a educação, ter acesso as aulas em horários alternativos ou através da internet.

· Facilidade de acesso a cursos de graduação e pós-graduação, com a oportunidade de realizar os cursos sem sair de casa.

· Propicia uma educação no meio sócio-histórico e cultural do aluno, evitando êxodos, e permitindo a aprendizagem que contempla suas experiências, e suas vidas profissionais e sociais.

· Possibilita que o aluno não seja somente receptor de informações e mensagens, mas sim, que ele atue de forma crítica e participativa em todo o processo educacional.

REFERÊNCIAS

NISKIER, Arnaldo. Educação à distância: A tecnologia da esperança. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2000.

SCREMIN, Sandra Bastianello. Educação a Distância: uma possibilidade na Educação Profissional Básica. Florianópolis: Visual Book, 2002.

http://ensinoadistancia.wikidot.com/pontos-positivos-e-pontos-negativos acessado em 24/11/2010 às 21:44

PONTOS POSITIVOS DA EAD




História da Educação a Distância

Amanda Mota e Evely Aquino

José Manuel Moran(2002) define Educação a distância como um processo de ensino/aprendizagem onde professores e alunos estão conectados, ou seja, mediados, por algum tipo de tecnologia, tal como: correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o telefone, o CD-ROM, o fax, as telemáticas, como a internet, dentre outras.

A partir dessa definição podemos traçar o histórico da EAD, que apresenta controvérsias quanto a delimitação de suas origens. Alguns estudiosos consideram que a EAD surgiu no século XV, com a invenção da imprensa, de Gutenberg, pois nesse momento o livro possibilitou o acesso de grandes camadas da população ao conhecimento acumulado historicamente.

Outro marco considerado para a Educação a distância foi no século XVIII, quando o professor de taquigrafia Cauleb Phillips publicou um anuncio na Gazeta de Boston dizendo que "Toda pessoa da região, desejosa de aprender esta arte, pode receber em sua casa várias lições semanalmente e ser perfeitamente instruída, como as pessoas que vivem em Boston". Porém a Educação a distância é conhecida no Brasil, a partir do século XIX, já que mesmo nessa época algumas pessoas não podiam frequentar um curso presencial. Essa primeira fase da EAD é conhecida como ensino por correspondência, pois era realizada através de um material impresso, sendo que em 1856, em Berlim, Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt fundaram a primeira escola por correspondência destinada ao ensino de línguas. Com o passar do tempo as tecnologias utilizadas para essa educação foram modificadas e evoluindo assim como a sociedade demandava. E para tanto surgiu a segunda fase da Educação a Distância conhecida como Teleducação/Telecursos a qual utilizava para seu ensino os programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas, fitas de vídeo e material impresso. Por último veio a última geração do desenvolvimento da EAD, conhecida como Ambientes interativos, com a qual ocorreu a eliminação do tempo fixo para o acesso à educação, a comunicação se tornou assíncrona em tempos diferentes e as informações podem ser armazenadas e acessadas em tempos diferentes sem perder a interatividade.

Referências

HERMIDA, Jorge Fernando; BONFIM, Cláudia Ramos de Souza. A educação à distância: história, concepções e perspectivas. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. especial, p.166–181, ago 2006. Disponível em: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/art11_22e.pdf

MORAN, José Manuel. O que é educação a distância. 2002(adaptação). Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/dist.htm.

MAPEAMENTO E DESENHO SOBRE EAD

Censo faz mapeamento da EAD no país


Apurar o tamanho, as tendências, os métodos e as projeções das instituições que praticam Educação a Distância, assim como a opinião e a análise dos alunos em relação à modalidade são os objetivos do Censo EAD.br, divulgado no dia 28 de setembro. A publicação traz os números mais recentes do setor no Brasil, os quais são referentes ao final de 2008.

Para o presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Fredric Litto, o dado mais surpreendente é o da evasão. Segundo a publicação, o índice médio de evasão, se somadas todas as instituições e segmentos, é de 18,5% - bem menor que os 58% de evasão da graduação presencial, dado divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Outros dados merecem destaque, como, por exemplo, a distribuição dos 2.648.031 matriculados em EAD no país nos 1.752 cursos oferecidos, entre credenciados e cursos livres. Na pós-graduação estão 37% dos matriculados, outros 26,5% estão na graduação e 34,6% estão em cursos tecnólogos ou de complementação pedagógica.

No Brasil, 80% dos alunos de EAD residem na região Sudeste; 53,4% são do sexo feminino e tem idade entre 30 e 34 anos. Ainda segundo a pesquisa, no Sudeste, 80% dos estudantes de EAD estão matriculados em instituições particulares. No Norte e no Nordeste, ocorre o contrário: 80% estão nas instituições públicas.

A secretária executiva da Abed, Beatriz Roma, enfatiza, ainda, que o boom no volume de lançamento de cursos novos demonstra que, em 2009, haverá um crescimento muito substancial do número de alunos. Para ela, a imensa mobilidade dos alunos – a pesquisa mostra que 42% dos matriculados estão fora do seu estado de origem – significa uma contribuição para a integração em termos de negócios e de aprendizado. “Isso mostra maturidade do aluno brasileiro e das instituições de ensino para o reforço dos laços institucionais nos diferentes níveis público-privado, federal, estadual e municipal”, completa.

Para realizar o Censo, a Abed enviou para as Instituições de Ensino e para o Mercado de Educação a Distância um questionário com o objetivo de coletar as informações necessárias. O resultado é uma publicação que pode ser adquirida no site da editora Pearson.



POSTADO PELA ALUNA FLÁVIA CARDOSO FRANÇA

Teóricos da EaD

Esta relação de teóricos está de acordo com o ementário do curriculo do curso de Pedagogia - Licenciatura ( 2008 ) da UEMG/CBH.

Pierre Lévy


(Tunísia, 1956) é um filósofo da informação que se ocupa em estudar as interações entre a Internet e a sociedade.
Pierre Lévy nasceu numa família judaica. Fez mestrado em História da Ciência e doutorado em Sociologia e Ciência da Informação e da Comunicação, na Universidade de Sorbonne, França. Trabalha desde 2002 como titular da cadeira de pesquisa em inteligência coletiva na Universidade de Ottawa, Canadá. É membro da Sociedade Real do Canadá (Academia Canadense de Ciências e Humanidades).

Em seu livro A Revolução Contemporânea em matéria de Comunicação, Lévy faz uma análise da evolução da humanidade, abordando o desenvolvimento da Internet e a digitalização da informação.

Luis Paulo Leopoldo Mercado

Possui graduação em Ciencias Biológicas Licenciatura Plena pela Universidade Federal de Santa Maria (1989), Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (1993) e Doutorado em Educação (Currículo) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1998). Possui formação em Tutoria Online pela Organização dos Estados Americanos (INEAM/OEA). Atualmente é Professor Associado II vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Alagoas. É lider do Grupo de Pesquisa Tecnologias da Informação e Comunicação na Formação de Professores Presencial e Online, certificado pelo CNPq. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação a Distância Online e Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores, formação continuada de professores, educação a distância, curso de licenciatura e Tecnologias da Informação e Comunicação. É avaliador Institucional do INEP. É avaliador ad-hoc da SEED/MEC, Sesu/MEC (Reuni), CAPES, CNPq, FINEP, FAPEAL. Possui publicações nacionais e internacionais na área de Educação a Distância, Tutoria Online e TIC na Educação. Orientou 25 Dissertações de Mestrado defendidas nos Programas de Pós-Graduação em Educação da UFPB e UFAL e, em 2010, orienta 5 Dissertações de Mestrado na mesma área.

Maria Luiza Belloni

Maria Luiza Belloni é professora do departamento de Metodologia de Ensino e do Programa de pós-graduação do Centro de Ciências da Educação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Mestre em Sociologia e doutora em Ciência da Educação pela Universidade de Paris III (Sorbonne) e fez pós-doutorado no CNRS em Paris, na área de Comunicação Política.

A ementa da disciplina traz como referencia básica o livro "Educação a distância", da autora.

A obra traz algumas das principais questões ligadas aos problemas atuais na educação, com foco na inovação e nas novas tecnologias. O objetivo do livro é trazer alguns dos principais modelos teóricos relacionados aos paradigmas da educação a distância, para proporcionar ao leitor uma reflexão sobre as perspectivas na área.

O livro possui sete capítulos. Os dois primeiros trazem um panorama da EAD, sua definição, quais os problemas para a sua aplicação e quais são as suas vantagens. Já nos próximos três capítulos, a autora traça o perfil do estudante, do professor e do mercado de trabalho da área. A importância das novas tecnologias é sempre abordada nestas discussões. No sexto capítulo, são descritos os tipos de instituições educacionais onde mais se encontram os programas de educação a distância.

Maria Luiza conclui com uma discussão das perspectivas em relação à educação do futuro. A autora explica que o uso de instrumentos técnicos mais avançados aumenta e estimula o processo de aprendizagem autônomo. Essa autonomia significa uma emancipação do aluno no Terceiro Milênio.

De acordo com a autora:

"Nas sociedades ´radicalmente moderna´, mudanças sociais aceleradas - sobretudo o espantoso avanço das tecnologias de informação e comunicação - vêm provocando, se não profundas, pelo menos desequilíbrios estruturais no campo da educação. Tais mudanças exigem transformações nos sistemas educacionais que se vêem confrontados com novas funções e novos desafios. O papel da educação se transforma, e suas estratégias se modificam para atender as novas demandas educativas da sociedade do saber ou da informação".

Raquel Goulart Barreto

Doutora em Educação, Pesquisadora do CNPq, Professora (aposentada) da Faculdade de Educação da UFRJ, Professora Visitante da Faculdade de Educação da UERJ.

Sua obra presente na referencia basica do nosso curriculo de pedagogoa traz as seguintes questoes acerca da educacao a distancia e as TICs:

A importância das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) tem sido enfatizada no campo educacional, com base no pressuposto de que o acesso às TIC corresponde ao assim chamado "divisor digital". Assim sendo, os estudos educacionais tendem a valorizar a simples presença destas tecnologias, relegando a um segundo plano a sua apropriação pedagógica. Visando a superar esta limitação, este artigo discute os modos pelos quais as TIC têm sido introduzidas nas políticas de formação de professores em curso no Brasil, focalizando as práticas de linguagem desenvolvidas nos novos contextos educacionais.

Iara Melo Franco e Agnela Giusta

Iara Melo formou-se em Jornalismo pela UFMG, é mestre em Media Studies pela New School of Social Research, Nova Iorque, e em Comunicação e Cultura, pela ECO/UFRJ. É professora no curso de Comunicação Social da PUC Minas e coordena a área de produção de vídeo, teleconferência e videoconferência da PUC Minas Virtual

Giusta possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal da Bahia (1968), mestrado em Educação pela Fundação Getúlio Vargas - RJ (1978) e doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (1990). Atualmente é professor adjunto iii da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Tem experiência na área de Educação, atuando principalmente em disciplinas relacionadas a: pedagogia, psicologia da educação e psicologia escolar, educação a distância, educação inclusiva, epistemologia genética, psicologias genéticas, teorias cognitivas e avaliação.

Na ementa do curso tem como referência algumas obras dessas duas autoras, dentre ela uma que escreveram juntas:

O livro começou a ser elaborado quando a equipe da PUC Minas Virtual decidiu solicitar aos docentes que se preparassem para oferecer oficinas a distância e cada um preparou textos em sua especialidade. Em função da própria prática adquirida, os professores foram elaborando algumas reflexões a respeito do ensino a distância. O livro "Educação a Distância: uma articulação entre a teoria e a prática", na verdade, é uma coletânea de textos sobre educação a distância com a perspectiva de formação do profissional da área de educação para trabalhar com esse tipo de ensino. Portanto, o livro é voltado a qualquer profissional que trabalhe com ensino e treinamento ou tenha interesse por estas áreas. Esse livro tem uma estruturação que é a base dos cursos da PUC Minas Virtual. A primeira parte é uma fundamentação teórica, na seqüência o leitor encontra uma orientação mais executiva, mais própria da modalidade. O livro é encerrado com uma avaliação sobre a importância do planejamento da educação a distância.

O ensino a distância é uma modalidade nova que traz muitos desafios, pois causa uma mudança muito grande no padrão cultural, o seu foco é muito mais na aprendizagem que no ensino. O curso a distância exige uma autonomia e uma dedicação maior por parte do aluno. A tendência desse tipo de ensino é crescer cada vez mais.

Edith Litwin

Para apresentar essa autora segue o link de um video:

http://www.youtube.com/watch?v=z_6LRQJvHNU



Trabalho realizado por Adriana Guimaraes e Arthur Costa

DESAFIOS EaD

A educação a distância – EaD - surgiu como uma possibilidade real de fazer a educação superior ir além dos centros urbanos, tendo sua atuação permanente, se fazendo ter acesso às novas tecnologias. Mas assim como há muitos pontos positivos nesta modalidade de educação, segundo pesquisas, a EaD ainda possuem muitos desafios a superar, contando também com os pontos negativos.

Diaz (2002) questiona o fato de ocorrer mais abandono dos cursos on-line do que nos presenciais, ele alega que a demografia é um dos fatores, além da qualidade da aula, da disciplina do curso, de fatores socioeconômicos, da falta de habilidades, ou simples apatia. Apesar de algumas instituições de EAD serem públicas, a grande maioria faz parte da rede de ensino particular, fazendo com que a EAD não seja tão acessível assim para boa parte da população brasileira.

Outro fator é o acesso à Internet, sendo em algumas localidades ruins ou inexistentes. A tecnologia pode ser fonte de frustração para o aluno virtual, pode impedir o progresso e tornar-se um obstáculo que ele não consegue transpor. Como são dependentes da tecnologia para que efetuem a participação nas aulas, os eventuais problemas nos equipamentos comprometem muito as aulas.

Rena ( 2004) comenta que se o educando sentir que os seus limites pessoais estão sendo desgastados pela quantidade de informações que ocorre on-line, poderá parar de enviar mensagens e desistir do curso. Neste processo pode ser criado um certo desconforto pela ausência de sinais visuais e auditivos. As limitações nas discussões ocorrem também, quando não há um professor ou tutor interagindo o tempo todo com o aluno para orientar as discussões e tirar possíveis dúvidas.

A questão aparente nas pesquisas de insucesso da educação a distância também enfatizam o fato que alunos precisam da assistência de um professor para se envolver nas discussões e atividade colaborativas.

Por não haver uma presença física do professor e dos alunos na sala de aula os alunos podem não prestar atenção na aula, não solucionar eventuais dúvidas, ou seja, pode não haver um aproveitamento total da aula.

Um curso fornecido pela EAD necessita de muita dedicação por parte do aluno, uma vez que geralmente são poucas aulas por semana e para compensar a falta de aulas o curso exige uma grande quantidade de trabalhos complexos e discussões. Se o aluno não se empenhar ele não absorverá o conteúdo e ira se prejudicar no curso.



REFERENCIA BIBLIOGRAFICA:

PALLOFF, Rena M.; PRATT, Keith. O aluno virtual. Porto Alegre: Artmed, 2005.


POSTADO POR: ANA LUIZA MARQUES E FABIANA ALICE ZANONI

video

Alunas: Fernanda Kellen Chaves e Jacqueline Arêdes Horsts

Conceito de EAD

EAD, Educação a Distância ou Ensino a Distância? Esse dois termos são utilizados para descrever a sigla, EAD, o que ocorre é que cada autor vai defender uma terminologia, mas os dois são a mesma modalidade de ensino.

A EAD se conceitua por:

· Não restringir o aluno e o professor\tutor a um mesmo espaço físico e temporal.

· E o que faz a mediação entre os dois são geralmente as tecnologias, principalmente as telemáticas, como a internet, mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax, o celular, o iPod, o notebook, entre outras tecnologias semelhantes.

· Um dos conceitos atuais da Educação a distancia é o de expressar as riquezas dos vários meios de mediação, que possibilita uma maior interação entre o aluno e o professor, tutor, que facilitam vencer a distância entre eles.

· Mas a educação a distância também proporciona encontros presenciais conforme a instituição que ofereça o curso.

· Existe a prerrogativa da maior iniciativa de aprendizagem pelo estudante e/ou aprendiz, ao invés do professor/tutor;

· O material didático deve ser o mais simples e claro possível, contendo atributos que chamem a atenção, sem levar a dispersão do aprendiz.

Para a ¹Profª. Dra. Dóris Santos de Fariaa concepção de Ensino a Distância envolve um conceito mais pragmático e operacional do ensinar. Usamos a metodologia com uma finalidade concreta, objetiva e direcionada. Quando pensamos em Educação a Distância falamos em componentes mais gerais de uma formação, de maneira que o processo seja muito mais completo e complexo, e não apenas orientado exclusivamente para o trabalho de aprendizagem”.

Pensamos que, independente de ser Ensino a Distância que é considerado mais objetivo e direto ou Educação a Distância entendida aqui como algo mais complexo, talvez por causa de seus aparatos tecnológicos, cabe ao aluno/educando/cidadão fazer suas escolhas e optar por aquele que lhe for mais conveniente, assim ele poderá estudar no tempo que for mais disponível, da maneira que lhe for mais apropriada, pois o acesso poderá ser feito a qualquer momento.

Com base nas referências que lemos e conhecimentos que obtivemos ao longo do curso, vemos que o importante é ter vários meios que possibilitam a ensino/aprendizagem para o desenvolvimento do sujeito favorecendo a construção da cidadania, através do acesso facilitado da educação/ensino a distância.

¹ Decana pró-reitora da UnB (Universidade de Brasília), Doris é graduada em Psicologia pela Faculdade de Humanidades Pedro II (RJ), fez mestrado e doutorado no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado em Antropologia Biológica no University College London

Bibliografia

http://www.moodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=10932&chapterid=9971 Educação a Distância. Acessado em 23\11\2010 às 22:10h.

http://www.ipv.pt/millenium/Millenium29/10.pdf A Educação e o Mito do Ensino a Distância no Brasil. Acessado em 05\12\2010 às 21:23h.

http://www.universidadecorreios.com.br/noticias/main.asp?p=entrevistadorispag2. Acessado no dia 06/12/2010 às 00:18h.

Alunas: Fernanda Kellen Chaves e Jacqueline Arêdes Horsts

domingo, 5 de dezembro de 2010

Como se aprende em EAD?

Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.

Na expressão "ensino a distância" a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Preferimos a palavra "educação" que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões seja perfeitamente adequada.

Hoje temos a educação presencial, semi-presencial (parte presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual). A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico, chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação.

Outro conceito importante é o de educação contínua ou continuada, que se dá no processo de formação constante, de aprender sempre, de aprender em serviço, juntando teoria e prática, refletindo sobre a própria experiência, ampliando-a com novas informações e relações.

A educação a distância pode ser feita nos mesmos níveis que o ensino regular. No ensino fundamental, médio, superior e na pós-graduação. É mais adequado para a educação de adultos, principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece no ensino de pós-graduação e também no de graduação.

Há modelos exclusivos de instituições de educação a distância, que só oferecem programas nessa modalidade, como a Open University da Inglaterra ou a Universidade Nacional a Distância da Espanha. A maior parte das instituições que oferecem cursos a distância também o fazem no ensino presencial. Esse é o modelo atual predominante no Brasil.

As tecnologias interativas, sobretudo, vêm evidenciando, na educação a distância, o que deveria ser o cerne de qualquer processo de educação: a interação e a interlocução entre todos os que estão envolvidos nesse processo.

Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual (que conectam pessoas que estão distantes fisicamente como a Internet, telecomunicações, videoconferência, redes de alta velocidade) o conceito de presencialidade também se altera. Poderemos ter professores externos compartilhando determinadas aulas, um professor de fora "entrando" com sua imagem e voz, na aula de outro professor... Haverá, assim, um intercâmbio maior de saberes, possibilitando que cada professor colabore, com seus conhecimentos específicos, no processo de construção do conhecimento, muitas vezes a distância.

O conceito de curso, de aula também muda. Hoje, ainda entendemos por aula um espaço e um tempo determinados. Mas, esse tempo e esse espaço, cada vez mais, serão flexíveis. O professor continuará "dando aula", e enriquecerá esse processo com as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam: para receber e responder mensagens dos alunos, criar listas de discussão e alimentar continuamente os debates e pesquisas com textos, páginas da Internet, até mesmo fora do horário específico da aula. Há uma possibilidade cada vez mais acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e espaços diferentes. Assim, tanto professores quanto alunos estarão motivados, entendendo "aula" como pesquisa e intercâmbio. Nesse processo, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento.

As crianças, pela especificidade de suas necessidades de desenvolvimento e socialização, não podem prescindir do contato físico, da interação. Mas nos cursos médios e superiores, o virtual, provavelmente, superará o presencial. Haverá, então, uma grande reorganização das escolas. Edifícios menores. Menos salas de aula e mais salas ambiente, salas de pesquisa, de encontro, interconectadas. A casa e o escritório serão, também, lugares importantes de aprendizagem.

Poderemos também oferecer cursos predominantemente presenciais e outros predominantemente virtuais. Isso dependerá da área de conhecimento, das necessidades concretas do currículo ou para aproveitar melhor especialistas de outras instituições, que seria difícil contratar.

Estamos numa fase de transição na educação a distância. Muitas organizações estão se limitando a transpor para o virtual adaptações do ensino presencial (aula multiplicada ou disponibilizada). Há um predomínio de interação virtual fria (formulários, rotinas, provas, e-mail) e alguma interação on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes). Apesar disso, já é perceptível que começamos a passar dos modelos predominantemente individuais para os grupais na educação a distância. Das mídias unidirecionais, como o jornal, a televisão e o rádio, caminhamos para mídias mais interativas e mesmo os meios de comunicação tradicionais buscam novas formas de interação. Da comunicação off-line estamos evoluindo para um mix de comunicação off e on-line (em tempo real).

Educação a distância não é um "fast-food" em que o aluno se serve de algo pronto. É uma prática que permite um equilíbrio entre as necessidades e habilidades individuais e as do grupo - de forma presencial e virtual. Nessa perspectiva, é possível avançar rapidamente, trocar experiências, esclarecer dúvidas e inferir resultados. De agora em diante, as práticas educativas, cada vez mais, vão combinar cursos presenciais com virtuais, uma parte dos cursos presenciais será feita virtualmente, uma parte dos cursos a distância será feita de forma presencial ou virtual-presencial, ou seja, vendo-nos e ouvindo-nos, intercalando períodos de pesquisa individual com outros de pesquisa e comunicação conjunta. Alguns cursos poderemos fazê-los sozinhos, com a orientação virtual de um tutor, e em outros será importante compartilhar vivências, experiências, idéias.

A Internet está caminhando para ser audiovisual, para transmissão em tempo real de som e imagem (tecnologias streaming, que permitem ver o professor numa tela, acompanhar o resumo do que fala e fazer perguntas ou comentários). Cada vez será mais fácil fazer integrações mais profundas entre TV e WEB (a parte da Internet que nos permite navegar, fazer pesquisas...). Enquanto assiste a determinado programa, o telespectador começa a poder acessar simultaneamente às informações que achar interessantes sobre o programa, acessando o site da programadora na Internet ou outros bancos de dados.

As possibilidades educacionais que se abrem são fantásticas. Com o alargamento da banda de transmissão, como acontece na TV a cabo, torna-se mais fácil poder ver-nos e ouvir-nos a distância. Muitos cursos poderão ser realizados a distância com som e imagem, principalmente cursos de atualização, de extensão. As possibilidades de interação serão diretamente proporcionais ao número de pessoas envolvidas.

Teremos aulas a distância com possibilidade de interação on-line (ao vivo) e aulas presenciais com interação a distância.

Algumas organizações e cursos oferecerão tecnologias avançadas dentro de uma visão conservadora (só visando o lucro, multiplicando o número de alunos com poucos professores). Outras oferecerão cursos de qualidade, integrando tecnologias e propostas pedagógicas inovadoras, com foco na aprendizagem e com um mix de uso de tecnologias: ora com momentos presenciais; ora de ensino on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes); adaptação ao ritmo pessoal; interação grupal; diferentes formas de avaliação, que poderá também ser mais personalizada e a partir de níveis diferenciados de visão pedagógica.

O processo de mudança na educação a distância não é uniforme nem fácil. Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos tecnológicos, que podem democratizar o acesso à informação. Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a sua utilização inovadora.

Bibliografia:

LANDIM, Claudia Maria Ferreira. Educação a distância: algumas considerações. Rio de Janeiro, s/n, 1997.

LUCENA, Marisa. Um modelo de escola aberta na Internet: kidlink no Brasil. Rio de Janeiro: Brasport, 1997.

NISKIER, Arnaldo. Educação a distância: a tecnologia da esperança; políticas e estratégias a implantação de um sistema nacional de educação aberta e a distância. São Paulo: Loyola, 1999.


Gisele W. Oliveira e Renata Polidorio