segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DESAFIOS EaD

A educação a distância – EaD - surgiu como uma possibilidade real de fazer a educação superior ir além dos centros urbanos, tendo sua atuação permanente, se fazendo ter acesso às novas tecnologias. Mas assim como há muitos pontos positivos nesta modalidade de educação, segundo pesquisas, a EaD ainda possuem muitos desafios a superar, contando também com os pontos negativos.

Diaz (2002) questiona o fato de ocorrer mais abandono dos cursos on-line do que nos presenciais, ele alega que a demografia é um dos fatores, além da qualidade da aula, da disciplina do curso, de fatores socioeconômicos, da falta de habilidades, ou simples apatia. Apesar de algumas instituições de EAD serem públicas, a grande maioria faz parte da rede de ensino particular, fazendo com que a EAD não seja tão acessível assim para boa parte da população brasileira.

Outro fator é o acesso à Internet, sendo em algumas localidades ruins ou inexistentes. A tecnologia pode ser fonte de frustração para o aluno virtual, pode impedir o progresso e tornar-se um obstáculo que ele não consegue transpor. Como são dependentes da tecnologia para que efetuem a participação nas aulas, os eventuais problemas nos equipamentos comprometem muito as aulas.

Rena ( 2004) comenta que se o educando sentir que os seus limites pessoais estão sendo desgastados pela quantidade de informações que ocorre on-line, poderá parar de enviar mensagens e desistir do curso. Neste processo pode ser criado um certo desconforto pela ausência de sinais visuais e auditivos. As limitações nas discussões ocorrem também, quando não há um professor ou tutor interagindo o tempo todo com o aluno para orientar as discussões e tirar possíveis dúvidas.

A questão aparente nas pesquisas de insucesso da educação a distância também enfatizam o fato que alunos precisam da assistência de um professor para se envolver nas discussões e atividade colaborativas.

Por não haver uma presença física do professor e dos alunos na sala de aula os alunos podem não prestar atenção na aula, não solucionar eventuais dúvidas, ou seja, pode não haver um aproveitamento total da aula.

Um curso fornecido pela EAD necessita de muita dedicação por parte do aluno, uma vez que geralmente são poucas aulas por semana e para compensar a falta de aulas o curso exige uma grande quantidade de trabalhos complexos e discussões. Se o aluno não se empenhar ele não absorverá o conteúdo e ira se prejudicar no curso.



REFERENCIA BIBLIOGRAFICA:

PALLOFF, Rena M.; PRATT, Keith. O aluno virtual. Porto Alegre: Artmed, 2005.


POSTADO POR: ANA LUIZA MARQUES E FABIANA ALICE ZANONI


Alunas: Fernanda Kellen Chaves e Jacqueline Arêdes Horsts

Conceito de EAD

EAD, Educação a Distância ou Ensino a Distância? Esse dois termos são utilizados para descrever a sigla, EAD, o que ocorre é que cada autor vai defender uma terminologia, mas os dois são a mesma modalidade de ensino.

A EAD se conceitua por:

· Não restringir o aluno e o professor\tutor a um mesmo espaço físico e temporal.

· E o que faz a mediação entre os dois são geralmente as tecnologias, principalmente as telemáticas, como a internet, mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax, o celular, o iPod, o notebook, entre outras tecnologias semelhantes.

· Um dos conceitos atuais da Educação a distancia é o de expressar as riquezas dos vários meios de mediação, que possibilita uma maior interação entre o aluno e o professor, tutor, que facilitam vencer a distância entre eles.

· Mas a educação a distância também proporciona encontros presenciais conforme a instituição que ofereça o curso.

· Existe a prerrogativa da maior iniciativa de aprendizagem pelo estudante e/ou aprendiz, ao invés do professor/tutor;

· O material didático deve ser o mais simples e claro possível, contendo atributos que chamem a atenção, sem levar a dispersão do aprendiz.

Para a ¹Profª. Dra. Dóris Santos de Fariaa concepção de Ensino a Distância envolve um conceito mais pragmático e operacional do ensinar. Usamos a metodologia com uma finalidade concreta, objetiva e direcionada. Quando pensamos em Educação a Distância falamos em componentes mais gerais de uma formação, de maneira que o processo seja muito mais completo e complexo, e não apenas orientado exclusivamente para o trabalho de aprendizagem”.

Pensamos que, independente de ser Ensino a Distância que é considerado mais objetivo e direto ou Educação a Distância entendida aqui como algo mais complexo, talvez por causa de seus aparatos tecnológicos, cabe ao aluno/educando/cidadão fazer suas escolhas e optar por aquele que lhe for mais conveniente, assim ele poderá estudar no tempo que for mais disponível, da maneira que lhe for mais apropriada, pois o acesso poderá ser feito a qualquer momento.

Com base nas referências que lemos e conhecimentos que obtivemos ao longo do curso, vemos que o importante é ter vários meios que possibilitam a ensino/aprendizagem para o desenvolvimento do sujeito favorecendo a construção da cidadania, através do acesso facilitado da educação/ensino a distância.

¹ Decana pró-reitora da UnB (Universidade de Brasília), Doris é graduada em Psicologia pela Faculdade de Humanidades Pedro II (RJ), fez mestrado e doutorado no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado em Antropologia Biológica no University College London

Bibliografia

http://www.moodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=10932&chapterid=9971 Educação a Distância. Acessado em 23\11\2010 às 22:10h.

http://www.ipv.pt/millenium/Millenium29/10.pdf A Educação e o Mito do Ensino a Distância no Brasil. Acessado em 05\12\2010 às 21:23h.

http://www.universidadecorreios.com.br/noticias/main.asp?p=entrevistadorispag2. Acessado no dia 06/12/2010 às 00:18h.

Alunas: Fernanda Kellen Chaves e Jacqueline Arêdes Horsts

domingo, 5 de dezembro de 2010

Como se aprende em EAD?

Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.

Na expressão "ensino a distância" a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Preferimos a palavra "educação" que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões seja perfeitamente adequada.

Hoje temos a educação presencial, semi-presencial (parte presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual). A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico, chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação.

Outro conceito importante é o de educação contínua ou continuada, que se dá no processo de formação constante, de aprender sempre, de aprender em serviço, juntando teoria e prática, refletindo sobre a própria experiência, ampliando-a com novas informações e relações.

A educação a distância pode ser feita nos mesmos níveis que o ensino regular. No ensino fundamental, médio, superior e na pós-graduação. É mais adequado para a educação de adultos, principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece no ensino de pós-graduação e também no de graduação.

Há modelos exclusivos de instituições de educação a distância, que só oferecem programas nessa modalidade, como a Open University da Inglaterra ou a Universidade Nacional a Distância da Espanha. A maior parte das instituições que oferecem cursos a distância também o fazem no ensino presencial. Esse é o modelo atual predominante no Brasil.

As tecnologias interativas, sobretudo, vêm evidenciando, na educação a distância, o que deveria ser o cerne de qualquer processo de educação: a interação e a interlocução entre todos os que estão envolvidos nesse processo.

Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual (que conectam pessoas que estão distantes fisicamente como a Internet, telecomunicações, videoconferência, redes de alta velocidade) o conceito de presencialidade também se altera. Poderemos ter professores externos compartilhando determinadas aulas, um professor de fora "entrando" com sua imagem e voz, na aula de outro professor... Haverá, assim, um intercâmbio maior de saberes, possibilitando que cada professor colabore, com seus conhecimentos específicos, no processo de construção do conhecimento, muitas vezes a distância.

O conceito de curso, de aula também muda. Hoje, ainda entendemos por aula um espaço e um tempo determinados. Mas, esse tempo e esse espaço, cada vez mais, serão flexíveis. O professor continuará "dando aula", e enriquecerá esse processo com as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam: para receber e responder mensagens dos alunos, criar listas de discussão e alimentar continuamente os debates e pesquisas com textos, páginas da Internet, até mesmo fora do horário específico da aula. Há uma possibilidade cada vez mais acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e espaços diferentes. Assim, tanto professores quanto alunos estarão motivados, entendendo "aula" como pesquisa e intercâmbio. Nesse processo, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento.

As crianças, pela especificidade de suas necessidades de desenvolvimento e socialização, não podem prescindir do contato físico, da interação. Mas nos cursos médios e superiores, o virtual, provavelmente, superará o presencial. Haverá, então, uma grande reorganização das escolas. Edifícios menores. Menos salas de aula e mais salas ambiente, salas de pesquisa, de encontro, interconectadas. A casa e o escritório serão, também, lugares importantes de aprendizagem.

Poderemos também oferecer cursos predominantemente presenciais e outros predominantemente virtuais. Isso dependerá da área de conhecimento, das necessidades concretas do currículo ou para aproveitar melhor especialistas de outras instituições, que seria difícil contratar.

Estamos numa fase de transição na educação a distância. Muitas organizações estão se limitando a transpor para o virtual adaptações do ensino presencial (aula multiplicada ou disponibilizada). Há um predomínio de interação virtual fria (formulários, rotinas, provas, e-mail) e alguma interação on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes). Apesar disso, já é perceptível que começamos a passar dos modelos predominantemente individuais para os grupais na educação a distância. Das mídias unidirecionais, como o jornal, a televisão e o rádio, caminhamos para mídias mais interativas e mesmo os meios de comunicação tradicionais buscam novas formas de interação. Da comunicação off-line estamos evoluindo para um mix de comunicação off e on-line (em tempo real).

Educação a distância não é um "fast-food" em que o aluno se serve de algo pronto. É uma prática que permite um equilíbrio entre as necessidades e habilidades individuais e as do grupo - de forma presencial e virtual. Nessa perspectiva, é possível avançar rapidamente, trocar experiências, esclarecer dúvidas e inferir resultados. De agora em diante, as práticas educativas, cada vez mais, vão combinar cursos presenciais com virtuais, uma parte dos cursos presenciais será feita virtualmente, uma parte dos cursos a distância será feita de forma presencial ou virtual-presencial, ou seja, vendo-nos e ouvindo-nos, intercalando períodos de pesquisa individual com outros de pesquisa e comunicação conjunta. Alguns cursos poderemos fazê-los sozinhos, com a orientação virtual de um tutor, e em outros será importante compartilhar vivências, experiências, idéias.

A Internet está caminhando para ser audiovisual, para transmissão em tempo real de som e imagem (tecnologias streaming, que permitem ver o professor numa tela, acompanhar o resumo do que fala e fazer perguntas ou comentários). Cada vez será mais fácil fazer integrações mais profundas entre TV e WEB (a parte da Internet que nos permite navegar, fazer pesquisas...). Enquanto assiste a determinado programa, o telespectador começa a poder acessar simultaneamente às informações que achar interessantes sobre o programa, acessando o site da programadora na Internet ou outros bancos de dados.

As possibilidades educacionais que se abrem são fantásticas. Com o alargamento da banda de transmissão, como acontece na TV a cabo, torna-se mais fácil poder ver-nos e ouvir-nos a distância. Muitos cursos poderão ser realizados a distância com som e imagem, principalmente cursos de atualização, de extensão. As possibilidades de interação serão diretamente proporcionais ao número de pessoas envolvidas.

Teremos aulas a distância com possibilidade de interação on-line (ao vivo) e aulas presenciais com interação a distância.

Algumas organizações e cursos oferecerão tecnologias avançadas dentro de uma visão conservadora (só visando o lucro, multiplicando o número de alunos com poucos professores). Outras oferecerão cursos de qualidade, integrando tecnologias e propostas pedagógicas inovadoras, com foco na aprendizagem e com um mix de uso de tecnologias: ora com momentos presenciais; ora de ensino on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes); adaptação ao ritmo pessoal; interação grupal; diferentes formas de avaliação, que poderá também ser mais personalizada e a partir de níveis diferenciados de visão pedagógica.

O processo de mudança na educação a distância não é uniforme nem fácil. Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos tecnológicos, que podem democratizar o acesso à informação. Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a sua utilização inovadora.

Bibliografia:

LANDIM, Claudia Maria Ferreira. Educação a distância: algumas considerações. Rio de Janeiro, s/n, 1997.

LUCENA, Marisa. Um modelo de escola aberta na Internet: kidlink no Brasil. Rio de Janeiro: Brasport, 1997.

NISKIER, Arnaldo. Educação a distância: a tecnologia da esperança; políticas e estratégias a implantação de um sistema nacional de educação aberta e a distância. São Paulo: Loyola, 1999.


Gisele W. Oliveira e Renata Polidorio

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Buscando melhor compreensão do Texto Ensaio sobre a educação a distância no Brasil
(Belloni, Maria Luiza), buscamos em diversas fontes alguns significados relevantes de termos chave.

Autodidaxia: Capacidade suportada por alguém capaz de aprender sozinho sem qualquer apoio humano.

Cibercultura: A cibercultura é a relação entre as tecnologias de comunicação, informação e a cultura, emergentes a partir da convergência informatização/telecomunicação na década de 1970. Trata-se de uma nova relação entre tecnologias e a sociabilidade, configurando a cultura contemporânea (Lemos, 2002).

Educação à distância: "Forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação." (FONTES em educação: guia para jornalistas. Brasília: Fórum Mídia & Educação, 2001."Processo de desenvolvimento pessoal e profissional no qual professores e estudantes podem interagir, virtual e presencialmente, por meio da utilização didática das tecnologias da informação e da comunicação, e de sistemas apropriados de gestão e avaliação, em larga escala, mantendo a eficácia do ensino e da aprendizagem." ( cf. UFMG, 2003)Sistema de instrução, capacitação ou adestramento, escolarizado ou não escolarizado, no qual o professor que ensina e o aluno que aprende, não precisam encontrar-se frente a frente, mas se relacionam entre si através de um ou vários meios de comunicação de massa como correspondência, rádio, televisão, etc. Ver o Sítio do Ministério da Educação e Cultura (MEC)."Forma de ensino, desenvolvida e organizada por educadores, que possibilita a auto-aprendizagem do aluno, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação." (cf. De acordo com o Art. 80 da Lei nº 9.349/96 e com o Decreto n º 2.494, de 10/2/98)Aprendizagem planejada que normalmente ocorre em um lugar diferente do ensino e como resultado requer técnicas especiais de design de curso, técnicas instrucionais especiais, métodos especiais de comunicação através de tecnologia eletrônica e outras, como arranjos organizacionais e administrativos especiais.
6. Processo educacional em que o ensino é conduzido por alguém que está separado do aluno em tempo e espaço.Pode conferir certificado ou diploma de conclusão do ensino fundamental para jovens e adultos, do ensino médio, da educação profissional ou de graduação. É exigido, das Instituições de Educação Superior que pretendem ministrar EAD, que se credenciem especificamente para este fim, mesmo que já sejam credenciados para ministrar o ensino presencial (Inep)Pode conferir certificado ou diploma de conclusão do ensino médio, da educação profissional e de graduação, depois de submetidos a processos avaliativos que são coroados por avaliações presenciais. É exigido das IES que pretendem ministrar educação à distância que se credenciem especificamente para este fim, mesmo que já sejam credenciadas para ministrar o ensino presencial. (cf. SD. 8 , INEP )
A tipologia da educação a distância é definida pelo tipo de tecnologia educacional utilizado. Ver, portanto, também Tecnologia Educacional ¿ 481. Consulte: FONTES em educação: guia para jornalistas. Brasília: Fórum Mídia & Educação, 2001."O advento das novas tecnologias da comunicação e da informação originou o modelo de educação a distância, onde a prioridade é dada à interatividade do processo, que permite a participação sincrônica..." Veja: COSTA, Rosatelli M. Um ambiente inteligente para aprendizado colaborativo... Florianópolis: UFSC, 1999. p. 10-12.

Fordismo: Idealizado pelo empresário estadunidense Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company, o Fordismo é um modelo de produção em massa que revolucionou a indústria automobilística a partir de janeiro de 1914, quando introduziu a primeira linha de montagem automatizada. Ford utilizou à risca os princípios de padronização e simplificação de Frederick Taylor e desenvolveu outras técnicas avançadas para a época. Suas fábricas eram totalmente verticalizadas. Ele possuía desde a fábrica de vidros, a plantação de seringueiras, até a siderúrgica

Gadget: (em inglês: geringonça, dispositivo) é um equipamento que tem um propósito e uma função específica, prática e útil no cotidiano. São comumente chamados de gadgets dispositivos eletrônicos portáteis como PDAs, celulares, smartphones, leitores de mp3, entre outros. Em outras palavras, é uma "geringonça" eletrônica.Na Internet ou mesmo dentro de algum sistema computacional (sistema operacional, navegador web ou desktop), chama-se também de gadget algum pequeno software, pequeno módulo, ferramenta ou serviço que pode ser agregado a um ambiente maior. No site iGoogle, por exemplo, é possível que seja adicionado alguns dos muitos gadgets disponíveis. O Google Desktop, o Windows Vista, o Mac OS X, o KDE e o Gnome são ambientes que aceitam alguns tipos de gadgets específicos, acrescentando funcionalidades ao desktop do sistema.Os Gadgets têm função social de status (além da lógica finalidade do aparelho), quando se tratam de equipamentos ostensivos. Na medida a que se referem, em sua maioria, a equipamentos de ponta e por muitas vezes com preços elevados, a gíria Gadget é referência de produto tecnológico para poucos, embora seja usada de forma genérica quando se trata de software.Além de seu mencionado uso como gíria tecnológica, cabe pontuar que o termo "gadget" ganha contornos específicos no campo da Psicanálise quando, na segunda metade do século XX, o psicanalista francês Jacques Lacan passa a dele fazer uso para referir-se aos objetos de consumo produzidos e ofertados como se fossem "desejos" pela lógica capitalista - na qual estão agregados o saber científico e as tecnologias em geral. Dentre estes gadgets, diz Lacan, encontram-se os "sujeitos-mercadorias", aqueles que incorporam de forma um tanto psicótica uma atitude de objetos de consumo breve e que, por isso, investem suas energias em provar-se "consumíveis" ou "desejáveis" aos olhos de eventuais parceiros ou do mercado, o grande senhor contemporâneo. Pela perspectiva lacaniana estes sujeitos-mercadoria não são de fato sujeitos, já que consomem "objetos" e ofertam-se ao consumo por "objetos", não ao estabelecimento de laços sociais.

Globalização: A globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, que teria sido impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX e início do século XXI. É um fenômeno gerado pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos) cujos mercados internos já estão saturados. O processo de Globalização diz respeito à forma como os países interagem e aproximam pessoas, ou seja, interliga o mundo, levando em consideração aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos. Com isso, gerando a fase da expansão capitalista, onde é possível realizar transações financeiras, expandir seu negócio até então restrito ao seu mercado de atuação para mercados distantes e emergentes, sem necessariamente um investimento alto de capital financeiro, pois a comunicação no mundo globalizado permite tal expansão, porém, obtêm-se como consequência o aumento acirrado da concorrência.

Interatividade:é um conceito que quase sempre está associado às novas mídias de comunicação .Interatividade pode ser definida como:“uma medida do potencial de habilidade de uma mídia permitir que o usuário exerça influência sobre o conteúdo ou a forma da comunicação mediada.”.Porém ainda há a perspectiva sociológica do termo que seria:“a relação entre duas ou mais pessoas que, em determinada situação, adaptam seus comportamentos e ações uns aos outros”.

Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs): são as tecnologias e métodos para comunicar surgidas no contexto da Revolução Informacional, "Revolução Telemática" ou Terceira Revolução Industrial, desenvolvidas gradativamente desde a segunda metade da década de 1970 e, principalmente, nos anos 1990. A imensa maioria delas se caracteriza por agilizar, horizontalizar e tornar menos palpável (fisicamente manipulável) o conteúdo da comunicação, por meio da digitalização e da comunicação em redes (mediada ou não por computadores) para a captação, transmissão e distribuição das informações (texto, imagem estática, vídeo e som). Considera-se que o advento destas novas tecnologias (e a forma como foram utilizadas por governos, empresas, indivíduos e setores sociais) possibilitou o surgimento da "sociedade da informação". Alguns estudiosos já falam de sociedade do conhecimento para destacar o valor do capital humano na sociedade estruturada em redes telemáticas.

Tecnologia Educacional:"O mesmo que Tecnologia instrucional. 1. Área do conhecimento humano que engloba pesquisa, teorização, disciplina e prática. 2. Modo segundo o qual se combinam os fatores de produção da Educação para obtenção dos seguintes produtos finais: alcance, pelo aluno, de mudanças comportamentais esperadas, medido em função de objetivos específicos previamente estabelecidos. 3. Forma sistemática de planejar, implementar e avaliar o processo total de aprendizagem e de instrução em termos de objetivos específicos, baseados em pesquisas sobre aprendizagem humana e comunicação, congregando recursos humanos e materiais, de modo a tornar a instrução mais efetiva. Notas: 1. A Tecnologia educacional envolve fases de planejamento, de administração, de realização e de avaliação do processo ensino-aprendizagem. (cf. Comissão de Tecnologia Educacional é a Tecnologia da Educação? In: Anais da primeira conferência Nacional de Tecnologia da Educação. Rio de Janeiro) (Comission on Instructional Tichnology) (Vaughn, James e Becker) (DUARTE,S. GUERRA. DBE, 1986) 2. A Tecnologia educacional pode ser definida por quatros grandes características que se interpenetram, se ligam e se completam, a saber: 1) aplicação sistemática em educação, ensino e treinamento de princípios científicos, devidamente comprovados em pesquisas, derivados da análise experimental do comportamento de outros ramos do conhecimento científico; 2) conjunto de materiais e equipamentos mecânicos ou eletromecânicos empregados para fins de ensino; 3) ensino em massa (uso dos meios de comunicação de massa em educação) e 4) sistemas homem-máquina.TECNÓLOGO" .

Metodologia: A Metodologia é o estudo dos métodos. Ou então as etapas a seguir num determinado processo.Tem como objetivo captar e analisar as características dos vários métodos indispensáveis, avaliar suas capacidades, potencialidades, limitações ou distorções e criticar os pressupostos ou as implicações de sua utilização.Além de ser uma disciplina que estuda os métodos, a metodologia é também considerada uma forma de conduzir a pesquisa ou um conjunto de regras para ensino de ciência e arte.A Metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa. É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista etc), do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa.Em Gestão de Projetos, existe a metodologia geral e a metodologia detalhada.A metodologia pode ser dividida em vários métodos até chegar num determinado objetivo.

Mídia eletrônica: refere-se ao conjunto de meios de comunicação que necessita de recursos eletrônicos ou eletromecânicos para que o usuário final (audiência ou público) tenha acesso aos conteúdos - de vídeo ou áudio, gravados ou transmitidos em tempo real.A maior parte das novas mídias é digital, embora a mídia eletrônica também possa ter formato analógico. Qualquer equipamento usado no processo de comunicação eletrônico (e.g. televisão, rádio, telefone, computador pessoal, videogame) pode ser incluído na categoria mídia eletrônica.

Pós-fordismo: Em geral o pós-fordismo é conceito utilizado para definir um modelo de gestão produtiva que se diferencia do fordismo, no que se refere, em especial, a organização do trabalho e da produção. Assim, ao invés de centrar-se na produção em massa, característica do fordismo, o modelo pós-fordista fundamenta-se na idéia de flexibilidade. Por isso, trabalha com estoques reduzidos, voltando-se para a fabricação de pequenas quantidades. A finalidade desta forma de organização é a de suprir a demanda colocada no momento exato (just in time), bem como atender um mercado diferenciado, dotado de públicos cada vez mais específicos. Deste modo, neste regime os produtos somente são fabricados ou entregues a tempo de serem comercializados ou montados. Isto permite que a indústria possa acompanhar as rápidas transformações dos padrões de consumo. O Sistema Toyota de Produção ou simplesmente toyotismo, idealizado pelo engenheiro mecânico japonês Taiichi Ohno é considerado um dos expoentes do pós-fordismo (Lavinas, 2009).

Sentido lato: Conjunto de atividade intelectual em sentido lato.

Tatiane A. Senra Jardim e Verônica Tebas Bersani